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Espaços que lucram: o impacto real do design na gestão das empresas

A experiência do cliente não acontece apenas no atendimento, no produto ou no ambiente digital. Ela também começa no espaço físico.

No episódio 42 do Jornada do Cliente, do podcast ContraPonto, Bianca Marques recebeu Van Fernandes, arquiteto, designer e administrador, para uma conversa sobre como arquitetura, ergonomia, iluminação e identidade podem transformar a percepção de clientes e colaboradores.

Com mais de 20 anos de experiência no desenvolvimento de projetos corporativos, comerciais e residenciais no Brasil e no exterior, Van construiu uma trajetória multidisciplinar. Formado inicialmente em Design de Interiores e posteriormente em Arquitetura e Urbanismo, desenvolveu projetos para organizações como Supera (Grupo Eurofarma), Parexel, LCA Consultoria Econômica, AX4B e Museu Catavento Cultural, além de trabalhos para empresas dos segmentos de tecnologia, hotelaria, mercado financeiro, medicina e governo.

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Ao longo da conversa, Van mostra que projetar um ambiente vai muito além de escolher cores, móveis ou elementos estéticos. O espaço precisa considerar pessoas, necessidades, comportamento, funcionalidade e identidade, tornando-se parte da experiência que uma empresa oferece.

A experiência começa antes do atendimento

Para Van, arquitetura está diretamente relacionada à experiência das pessoas que utilizam determinado ambiente.

Um projeto eficiente não começa pela escolha das cores ou pelo que será visualmente mais bonito. Primeiro vêm as necessidades, a circulação, a ergonomia e a funcionalidade. Depois entram iluminação, materiais, cores, profundidade e outros elementos capazes de construir a percepção do espaço.

Não adianta ser bonito se não for funcional.

Essa lógica também vale para empresas. O ambiente precisa comunicar quem a organização é, como deseja ser percebida e qual experiência pretende proporcionar para clientes, parceiros e colaboradores.

O briefing é o ponto de partida

Um dos aspectos destacados durante a conversa é a importância de compreender profundamente quem está contratando o projeto.

Antes de pensar na solução, é necessário entender o negócio, seus objetivos, suas necessidades e a forma como aquele espaço será utilizado.

Um briefing bem construído ajuda a transformar expectativas em decisões concretas e também evita que o projeto seja desenvolvido apenas a partir de preferências estéticas.

Nesse processo, a capacidade de ouvir e se colocar no lugar do outro é fundamental.

Projetar para alguém exige compreender a perspectiva de quem vai viver aquele espaço.

O ambiente também impacta os colaboradores

Quando falamos em experiência, é comum pensar imediatamente no cliente.

Mas o ambiente também interfere diretamente na rotina de quem trabalha dentro da empresa.

Iluminação, ergonomia, circulação, conforto e organização podem influenciar a maneira como os colaboradores percebem e utilizam o espaço.

Por isso, pensar na experiência do cliente também significa olhar para as pessoas que estão por trás dessa experiência.

Um ambiente bem planejado pode contribuir para uma rotina mais confortável, funcional e coerente com a cultura da organização.

O espaço também comunica a marca

Uma empresa comunica sua identidade por diferentes pontos de contato.

O atendimento, o site, as redes sociais, a comunicação visual e também o espaço físico.

É nesse ponto que arquitetura e experiência do cliente se encontram.

Um ambiente pode transmitir sofisticação, proximidade, inovação, tradição ou qualquer outra característica que faça parte do posicionamento da marca.

O projeto deixa, portanto, de ser apenas uma questão estética e passa a funcionar como uma extensão da identidade empresarial.

Os bastidores do novo estúdio do ContraPonto

Durante o episódio, Van também compartilha detalhes do projeto do novo estúdio do ContraPonto, localizado na Avenida Paulista.

A proposta foi criar um ambiente que fugisse do padrão tradicional de estúdios de podcast e, ao mesmo tempo, estivesse conectado ao posicionamento do ContraPonto.

O espaço foi pensado para proporcionar diferentes possibilidades de gravação e interação, sem abrir mão da identidade visual e da funcionalidade.

O projeto mostra, na prática, como decisões arquitetônicas podem contribuir para construir uma experiência de marca.

Tecnologia e inteligência artificial também entram no projeto

A conversa também passa pela transformação provocada pela inteligência artificial.

Para Van, a tecnologia pode ser uma importante ferramenta para profissionais e clientes, principalmente na geração de referências e possibilidades.

A IA pode ajudar uma pessoa a visualizar ideias que ainda não conseguiu transformar em uma solução concreta.

Mas isso não elimina a necessidade de conhecimento técnico, planejamento e acompanhamento profissional.

A tecnologia pode ampliar possibilidades, mas o olhar humano continua essencial para compreender contexto, necessidades e comportamento.

Experiência não termina na entrega

Um projeto pode ser tecnicamente impecável, mas a experiência também está relacionada à maneira como todo o processo acontece.

Desde o primeiro contato até a entrega, existem diversos momentos capazes de gerar confiança ou frustração.

Comunicação, cumprimento de prazos, transparência, capacidade de resolver problemas e atenção às necessidades do cliente fazem parte dessa jornada.

É justamente por isso que a experiência precisa ser pensada de maneira ampla.

Não é apenas o resultado final que o cliente percebe. Ele também percebe como foi tratado durante o caminho.

O design como ferramenta de negócio

A conversa com Van Fernandes mostra que arquitetura e design podem participar diretamente das estratégias de negócio.

Um ambiente bem planejado pode melhorar a experiência do cliente, facilitar a rotina dos colaboradores, reforçar o posicionamento da marca e criar diferenciação.

Isso significa deixar de enxergar o espaço apenas como infraestrutura.

Ele pode ser pensado como um ponto de contato estratégico da jornada do cliente.

Quando funcionalidade, identidade e experiência trabalham juntas, o ambiente passa a entregar valor para além da estética.

O que fica do episódio

A conversa conduzida por Bianca Marques mostra que experiência do cliente está presente em lugares que muitas vezes não entram nas métricas tradicionais de CX.

Ela está no ambiente, na iluminação, na circulação, no conforto, na comunicação e em cada detalhe que influencia a maneira como uma pessoa percebe uma marca.

E existe uma reflexão importante para empresas de todos os segmentos:

Se o seu espaço físico fosse um ponto de contato da sua marca, que experiência ele estaria entregando hoje?

No Jornada do Cliente, Van Fernandes mostra que projetar espaços é também projetar experiências — e que, quando arquitetura, pessoas, marca e negócio estão alinhados, o resultado pode ir muito além de um ambiente bonito.

Assista ao episódio completo e acompanhe essa conversa sobre arquitetura, design, experiência do cliente e os bastidores do novo espaço do ContraPonto.

Redação Contraponto

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