
O programa Move Brasil, criado para facilitar a renovação da frota de motoristas de aplicativo e taxistas, foi ampliado pelo governo federal e agora também permitirá o financiamento de veículos seminovos. A mudança amplia o acesso ao crédito para profissionais que dependem do carro como ferramenta de trabalho e reduz a necessidade de investir em um veículo zero-quilômetro para participar da iniciativa.
Até então, a linha de financiamento contemplava apenas automóveis novos. Com a nova medida provisória, passam a ser elegíveis também veículos elétricos e híbridos flex seminovos, produzidos a partir de 2024 e com valor de até R$ 150 mil.
Mais opções para quem vive da mobilidade
A alteração busca ampliar o alcance do programa e tornar a renovação da frota mais acessível para milhares de profissionais.
Além de reduzir o custo inicial da compra, a inclusão dos seminovos aumenta significativamente a oferta de modelos disponíveis, permitindo que motoristas escolham veículos mais adequados ao seu orçamento e à realidade operacional do dia a dia.
O Move Brasil disponibiliza até R$ 30 bilhões em crédito, operados por instituições financeiras credenciadas pelo BNDES, com juros reduzidos, prazo de financiamento de até 72 meses e carência de até seis meses. As taxas podem chegar a 11,5% ao ano para mulheres e 12,6% ao ano para homens, conforme as regras do programa.
Quem pode participar
Para acessar a linha de crédito, os motoristas de aplicativo precisam atender a alguns critérios:
- cadastro ativo há pelo menos 12 meses na mesma plataforma;
- mínimo de 100 corridas realizadas nesse período;
- aprovação na análise de crédito da instituição financeira.
Já os taxistas devem possuir licença e registros ativos, além de manter a regularidade fiscal exigida pelo programa. Cada beneficiário poderá financiar apenas um veículo.
Renovação da frota e sustentabilidade
A ampliação também reforça a estratégia do governo de incentivar veículos de menor impacto ambiental.
Ao incluir seminovos eletrificados produzidos recentemente, o programa amplia o acesso à mobilidade sustentável sem exigir necessariamente a compra de um veículo zero-quilômetro, reduzindo o investimento necessário para os profissionais que trabalham diariamente no transporte individual de passageiros.
Especialistas do setor avaliam que a medida pode acelerar a renovação da frota nacional e aumentar a adoção de veículos eletrificados entre motoristas profissionais, segmento que possui alta quilometragem anual e tende a obter maior retorno financeiro com tecnologias mais eficientes.
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