CAPA

O devedor não está sem dinheiro. Ele está pagando os outros.

Todo mês seu cliente inadimplente decide quem recebe. A decisão não tem nada a ver com o tamanho da dívida nem com a qualidade da relação de vocês.

A Dor

Faça um exercício rápido e desconfortável: sente na cadeira do seu devedor.

É dia 5. Entraram R$ 40 mil no caixa. As contas do mês somam R$ 110 mil. Você não vai pagar todo mundo. Vai escolher. E provavelmente escolhe assim: Paga a folha, porque sem equipe não abre a loja amanhã.

Paga a luz, porque se cortarem você fecha.

Paga o fornecedor da mercadoria que mais vende, porque sem ela não há faturamento na semana que vem. Paga o aluguel, porque despejo é caro e humilhante.

E deixa para depois quem pode esperar.

Quem pode esperar? Quem não consegue atrapalhar nada. O fornecedor cujo produto tem substituto na esquina. A empresa que emprestou dinheiro e só pode ligar. O credor que vai mandar um e-mail, depois outro, depois passar para uma assessoria.

Agora volte para a sua cadeira e responda: nessa lista, você está de que lado?

Se a resposta te incomodou, esse é o ponto do texto. O seu cliente não parou de pagar. Ele parou de pagar você. E não foi porque não gosta da sua empresa, nem porque a sua dívida é menor. Foi porque, entre todas as contas dele, a sua era a que dava para empurrar sem consequência imediata.

Por que essa posição custa mais do que parece

O primeiro instinto é tratar isso como um caso pontual. Um cliente que atrasou, uma conversa a ser tida, um acordo a ser feito. Só que não é um caso. É uma posição e ela se repete.

Ela volta todo mês. Enquanto o devedor estiver apertado, a escolha do dia 5 acontece de novo. E de novo. Você não perdeu uma vez; você está no fim da fila de forma permanente, até que algo mude.

Ela piora com o tempo. Quanto mais o atraso se estende, mais caro fica sair dele. A conversa que começou em “quando você consegue pagar?” termina em “quanto de desconto você precisa para fechar?”. O tempo trabalha contra quem espera.

Ela não depende do seu esforço. Você pode ter a melhor equipe de cobrança do mercado, o melhor sistema, a régua mais bem desenhada. Nada disso muda o critério da decisão do dia 5. O devedor não escolhe quem cobra melhor. Escolhe quem ele não pode adiar.

E tem uma parte que quase ninguém diz em voz alta:

Quanto melhor a sua relação com o cliente, mais fácil fica adiar você.

Pense pelo lado dele. O fornecedor com quem ele tem vinte anos de relação, que já esperou outras vezes, que já foi compreensivo esse dá para deixar para o mês que vem. O credor novo, rígido, que corta o fornecimento no primeiro atraso, esse ele paga.

Ou seja: o bom relacionamento, que deveria ser um ativo, vira exatamente o motivo de você ser adiado. Você é o credor confiável, e por isso é o credor adiável.

Essa é a armadilha. Todo o esforço comercial que a sua empresa faz para ser um parceiro melhor não melhora nem um pouco a sua posição na fila de pagamento.

O que a PayHop faz

Existe uma saída, e ela não passa por cobrar melhor nem por endurecer a relação.

A PayHop faz a recuperação acontecer no lugar onde o dinheiro do devedor entra: nas vendas de cartão dele.


Enquanto o seu devedor estiver funcionando, ele está vendendo. E uma parte de cada venda passa a vir para você, automaticamente, até a dívida acabar.

Na prática, quatro coisas mudam.

Você sai da decisão do dia 5. A recuperação deixa de depender de o devedor escolher você. Não é preciso convencer, insistir nem competir com os outros credores que estão ligando ao mesmo tempo.

Na prática, quatro coisas mudam.

Você sai da decisão do dia 5. A recuperação deixa de depender de o devedor escolher você. Não é preciso convencer, insistir nem competir com os outros credores que estão ligando ao mesmo tempo.

O valor acompanha o movimento do negócio dele. Mês bom devolve mais, mês fraco devolve menos. Você nunca cobra além do que ele efetivamente vendeu — e por isso o combinado não quebra no primeiro mês ruim.

Você para de comprar acordo com desconto. Boa parte do desconto que se dá hoje não é conta de risco; é o preço de conseguir um “sim”. Quando a recuperação não depende desse “sim”, o desconto deixa de ser obrigatório.

A relação comercial sobrevive. Você não precisa cortar o cliente, protestar nem processar para receber. E como o dinheiro vem das vendas dele, quanto melhor ele estiver, mais rápido você recebe. É a única situação em que receber e manter o cliente não são objetivos opostos.

Quando isso não se aplica

Sendo direto, porque não faz sentido oferecer solução para quem não tem o problema:

Se você já recebe de forma automática — desconto em folha, corte de serviço essencial, retomada de um bem financiado —, você já não está no fim da fila. Essa conversa não é para você.

Se o seu devedor não vende por cartão, não há fluxo para acessar.

E se ele encerrou as atividades, também não há. Isso continua sendo caso de acordo, provisão ou judicial.

A pergunta que fica

Volte uma última vez à cadeira do seu devedor, no dia 5, com menos dinheiro do que contas. Se ele fizesse essa escolha hoje, a sua empresa entraria na lista de quem recebe ou na de quem pode esperar mais um mês?

Enquanto a resposta depender exclusivamente da boa vontade dele, ela vai ser a mesma todo mês.

O diagnóstico é gratuito: a gente olha o perfil da sua carteira e diz com honestidade se existe encaixe.

Karla Mazoni é Head da PayHop, fintech que conecta a recuperação de crédito ao fluxo de recebíveis de cartão do devedor.

Redação Contraponto

Nossa redação, a central de informações do mercado que tem a função de buscar as notícias mais quentes direto da fonte. Em mais de 3 anos, foram mais de 1500 notícias publicadas com credibilidade, rapidez e apuração, sempre entregando os melhores insights para a nossa audiência.

Artigos relacionados

Verifique também
Fechar