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A revolução invisível: o que a Inteligência Artificial já está fazendo nas empresas

O contexto se tornou mais importante que o prompt

A Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa para se tornar parte da rotina de empresas que buscam mais eficiência, produtividade e melhores experiências para clientes e colaboradores. Enquanto boa parte do mercado ainda discute o potencial da tecnologia, algumas organizações já vivem uma nova fase: agentes inteligentes que interpretam documentos, analisam imagens, atendem clientes, aprendem continuamente e tomam decisões em conjunto.

Mais do que uma transformação tecnológica, essa evolução representa uma mudança na forma como empresas estruturam processos, desenvolvem pessoas e constroem vantagem competitiva.

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No episódio 267 do Podcast ContraPonto, Pedro Felipe e Marcos Guerra receberam Diego Dalledone, CTO da Trabbe, para uma conversa sobre os bastidores da Inteligência Artificial, a evolução dos agentes inteligentes e como a IA já está revolucionando o mercado de crédito, cobrança e atendimento.

Quem é o convidado?

Diego Dalledone é Chief Technology Officer (CTO) da Trabbe e um dos responsáveis pelo desenvolvimento das soluções de Inteligência Artificial da empresa. Especialista em arquitetura de software, automação, IA generativa e agentes inteligentes, lidera projetos voltados à transformação digital, processamento multimodal, integração entre modelos de IA e desenvolvimento de plataformas capazes de combinar inteligência artificial com conhecimento humano para aumentar a eficiência operacional.

Durante o episódio, compartilhou sua trajetória profissional, explicou como a Trabbe estruturou seu ecossistema de IA e apresentou uma visão prática sobre o futuro das empresas que desejam competir em um mercado cada vez mais orientado por dados e automação.

Quando o contexto vale mais do que o prompt

Um dos principais aprendizados do episódio foi a mudança de paradigma no uso da Inteligência Artificial.

Segundo Diego, o diferencial deixou de ser apenas escrever um bom prompt. O verdadeiro ganho competitivo está na capacidade de fornecer contexto, memória, objetivos claros e informações relevantes para que a IA consiga compreender o cenário e produzir respostas mais inteligentes.

Esse conceito, conhecido como Context Engineering, vem ganhando destaque entre especialistas e representa uma evolução natural da tradicional Prompt Engineering.

Na prática, empresas que conseguem organizar conhecimento, regras de negócio, histórico de clientes e memória operacional tendem a obter resultados muito superiores na utilização da IA.

Da automação para agentes inteligentes

Outro destaque do episódio foi a evolução das soluções desenvolvidas pela Trabbe.

Em apenas um ano, a empresa passou de aplicações focadas em texto para um ecossistema de agentes multimodais capazes de interpretar voz, documentos, imagens e vídeos, trabalhando de forma integrada para acelerar decisões e reduzir atividades repetitivas.

Ao invés de depender de um único modelo de IA, diferentes microagentes especializados atuam em conjunto, compartilhando informações e executando tarefas específicas de maneira muito mais eficiente.

Inteligência Artificial potencializa pessoas, não substitui talentos

Apesar dos avanços tecnológicos, Diego reforçou que o maior diferencial competitivo continua sendo as pessoas.

Segundo ele, empresas que investem apenas em tecnologia tendem a encontrar rapidamente um limite competitivo. O verdadeiro crescimento acontece quando profissionais qualificados trabalham lado a lado com Inteligência Artificial, utilizando a tecnologia para eliminar tarefas operacionais e dedicar mais tempo às atividades estratégicas.

Essa visão também orienta a cultura da Trabbe, que prioriza o desenvolvimento interno de talentos e incentiva equipes a experimentarem novas soluções continuamente.

O futuro do atendimento será híbrido

Durante a conversa, Diego compartilhou sua visão sobre o futuro da experiência do cliente.

Na avaliação do executivo, a Inteligência Artificial assumirá grande parte das demandas repetitivas, enquanto profissionais humanos permanecerão responsáveis pelos casos mais complexos, que exigem empatia, negociação e tomada de decisão.

O resultado será um modelo híbrido, no qual tecnologia e pessoas atuarão de forma complementar para oferecer jornadas mais rápidas, eficientes e personalizadas.

Muito além da tecnologia

Ao longo do episódio, ficou evidente que a transformação promovida pela Inteligência Artificial vai muito além da automação de tarefas.

Ela exige mudança de cultura, desenvolvimento contínuo das equipes, capacidade de experimentar novos modelos e coragem para abandonar processos que já não acompanham a velocidade do mercado.

Mais do que acompanhar tendências, empresas precisarão aprender continuamente para permanecer competitivas.

Porque, na nova economia digital, estar dois passos à frente depende menos da tecnologia disponível e muito mais da capacidade de aprender, adaptar e evoluir constantemente.

E a sua empresa? Está apenas utilizando Inteligência Artificial ou já está construindo contexto, memória e inteligência para transformar seus resultados?


Assista ao episódio completo

A conversa completa com Diego Daledone traz exemplos práticos sobre agentes inteligentes, IA generativa, Context Engineering, automação, liderança e o futuro da experiência do cliente.

https://www.youtube.com/live/HtiHpOrWNJk?feature=share

Redação Contraponto

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