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Jovem para jovens: como transformar conhecimento em negócio e impacto

Deivyd também é coescritor do livro Quem te diz que não é possível, voltado ao protagonismo dos jovens brasileiros.Deivyd também é coescritor do livro Quem te diz que não é possível, voltado ao protagonismo dos jovens brasileiros.

No quinto episódio do Café com Experts, Rodrigo Oliveira e Léo Godoy receberam Deivyd Barros, jovem empreendedor que transformou o interesse pelo mercado financeiro, iniciado aos 13 anos, em uma empresa de educação financeira voltada para jovens. A conversa passou por empreendedorismo, construção de autoridade, educação financeira, execução, consistência e pela transformação de conhecimento em um negócio capaz de gerar impacto.

Quem é o convidado

Deivyd Barros, aos 21 anos, é fundador da Investeens, empresa de educação financeira que atua principalmente em escolas e faculdades. Segundo ele, a empresa já havia impactado diretamente mais de 8 mil pessoas por meio de palestras, oficinas e workshops.

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Sua relação com o tema começou ainda aos 13 anos, quando passou a estudar o mercado financeiro inicialmente motivado pela ideia de ganhar dinheiro. Com o tempo, o interesse se transformou em uma busca por conhecimento, que posteriormente passou a ser compartilhado com amigos e professores.

Deivyd Barros também é coescritor do livro Quem te diz que não é possível, voltado ao protagonismo dos jovens brasileiros.

Aos 13 anos, o mercado financeiro virou porta de entrada para o empreendedorismo

A trajetória de Deivyd Barros começou de maneira bastante diferente de um plano empresarial tradicional.

Ainda adolescente, ele começou a estudar sobre investimentos e passou a ensinar o que aprendia. Primeiro para amigos. Depois, para professores. Chegou a criar um grupo com sete professores da escola, realizando encontros online de educação financeira.

O projeto era simples: os professores contribuíam com um pequeno valor mensal e Deivyd Barros compartilhava os conhecimentos que vinha adquirindo. Para ele, aquela experiência acabou funcionando como seu primeiro negócio, ainda que, naquele momento, não tivesse essa dimensão.

A experiência mostra um princípio que atravessa todo o episódio: conhecimento ganha valor quando consegue gerar transformação para outra pessoa.

O desafio de ser jovem e precisar construir autoridade

Um dos pontos mais interessantes da conversa foi a dificuldade enfrentada por Deivyd Barros para ser levado a sério em ambientes empresariais.

Ele contou sobre uma reunião com investidores em que se viu diante de empresários muito mais experientes. A diferença de idade e trajetória fez com que percebesse que precisava desenvolver uma forma própria de demonstrar credibilidade.

A resposta encontrada foi a construção de autoridade.

Para Deivyd Barros, o jovem pode não ter a experiência acumulada de um profissional mais velho, mas pode compensar parte dessa diferença demonstrando domínio sobre aquilo que faz, apresentando números, resultados, empresas com as quais trabalhou e experiências concretas.

A autoridade, nesse contexto, não vem simplesmente da idade. Ela precisa ser construída por conhecimento, prática e capacidade de entregar valor.

Educação e negócio podem caminhar juntos

Deivyd Barros não se define exclusivamente como educador ou como empresário.

A Investeens nasceu justamente da combinação entre esses dois universos. De um lado, existe a preocupação pedagógica de encontrar maneiras mais interessantes de ensinar educação financeira aos jovens. De outro, existe a necessidade de construir uma empresa sustentável, com modelo de negócio e geração de receita.

Essa combinação também aparece na própria estrutura da empresa, que reúne palestras, oficinas, workshops, produção de conteúdo e projetos relacionados à tecnologia e educação financeira.

O próximo passo mencionado no episódio é justamente desenvolver uma solução tecnológica própria que permita acompanhar o jovem depois da palestra.

A lógica é simples: uma palestra pode despertar uma reflexão, mas dificilmente muda sozinha um comportamento. A tecnologia poderia criar uma jornada mais longa e permitir acompanhar essa transformação.

A transformação começa quando o aluno passa a questionar

Para Deivyd Barros um dos principais sinais de que seu trabalho está funcionando aparece nas perguntas feitas pelos jovens.

Quando alguém termina uma palestra e procura o educador para questionar, refletir ou tentar entender melhor determinado assunto, existe um indicativo de que alguma coisa começou a mudar.

Essa visão desloca a avaliação de uma palestra do simples número de participantes para algo mais profundo: o que aconteceu depois que o conteúdo foi apresentado?

O desafio, reconhece Deivyd Barros, é transformar essa percepção em indicadores concretos. Por isso, a criação de uma solução tecnológica também aparece como uma oportunidade para medir o antes e o depois da jornada de educação financeira.

Autoridade não é a mesma coisa que audiência

Outro debate importante do episódio acontece quando Rodrigo e Léo analisam o posicionamento da Investeens.

A empresa já havia construído autoridade por meio de trabalhos e iniciativas com organizações conhecidas, mas ainda não possuía uma audiência digital proporcional a essa autoridade.

Deivyd Barros reconhece que parte dos seguidores das redes sociais veio de conteúdos que viralizaram, mas isso não significa necessariamente ter um público qualificado e preparado para comprar um produto.

Rodrigo então faz uma distinção importante: autoridade, posicionamento e audiência são coisas diferentes.

A discussão abre caminho para uma possibilidade de negócio: transformar a metodologia desenvolvida pela Investeens em um produto educacional estruturado.

Do conhecimento para um produto escalável

Durante a conversa, Léo e Rodrigo provocam Deivyd Barros sobre a criação de um curso próprio de educação financeira.

A ideia apresentada é transformar a metodologia da Investeens em um produto, estruturando módulos, aulas e uma jornada de aprendizagem.

A audiência, nesse modelo, passa a ser uma frente diferente da produção do curso. O produto pode existir independentemente do tamanho da audiência, enquanto o marketing e a distribuição trabalham para levar pessoas até ele.

Mais importante ainda: os primeiros alunos podem gerar prova social, mostrando concretamente quais transformações a metodologia é capaz de produzir.

Para uma empresa que tem a transformação como propósito, essa prova pode representar a ponte entre autoridade e conversão.

Comunidade pode transformar alunos em um ecossistema

A conversa também avançou para um ponto estratégico: comunidade.

A partir do momento em que a Investeens transforma pessoas por meio de seus conteúdos e cursos, existe a possibilidade de manter esses alunos conectados depois da experiência inicial.

O curso deixa de ser apenas um produto isolado e pode se tornar uma porta de entrada para uma comunidade.

Essa comunidade, por sua vez, pode fortalecer a relação com os alunos, gerar novos conteúdos, ampliar a autoridade da marca e criar novas oportunidades de negócio.

A lógica apresentada no episódio é a de um ecossistema em que palestra, conteúdo, curso e comunidade se alimentam mutuamente.

O perigo do dinheiro fácil para os jovens

Um dos momentos mais relevantes da conversa acontece quando o assunto chega aos jogos de aposta e à promessa de enriquecimento rápido.

Deivyd Barros reconhece que a educação financeira enfrenta uma concorrência difícil: o discurso do dinheiro fácil é muito mais sedutor do que a ideia de guardar dinheiro durante anos e esperar os efeitos dos juros compostos.

A estratégia, segundo ele, não deve ser simplesmente dizer ao jovem que esse caminho está errado. É preciso apresentar o outro lado da equação: mostrar que paciência, conhecimento e construção gradual também podem produzir resultados.

Nesse contexto, Deivyd Barros destaca uma ideia central: antes de aprender a multiplicar dinheiro, é preciso aprender a não perder aquilo que já foi conquistado.

Para alguém que conseguiu acumular seus primeiros recursos, preservar esse patrimônio pode ser mais importante do que correr riscos em busca de retornos rápidos.

Para quem está começando, o investimento pode ser em si mesmo

Outro ponto forte do episódio é a reflexão sobre o que um jovem deveria fazer quando ainda possui uma renda baixa.

Em vez de concentrar toda a atenção em encontrar o investimento que irá multiplicar rapidamente seu dinheiro, a orientação apresentada é olhar primeiro para a própria capacidade de geração de renda.

Desenvolver competências, adquirir conhecimento, trabalhar, empreender e aumentar o próprio valor profissional podem representar investimentos mais relevantes nessa etapa.

A lógica é que não existe investimento capaz de transformar rapidamente uma pequena quantia em patrimônio significativo. O caminho passa também por aumentar a capacidade de gerar novos recursos.

Depois, com maior estabilidade financeira, entram em cena reserva de emergência, investimentos e estratégias de longo prazo.

Consistência é continuar mesmo quando o resultado demora

A trajetória da Investeens também revela outro elemento fundamental do empreendedorismo: consistência.

Deivyd Barros conta que sua trajetória foi construída em etapas. Primeiro vieram os professores, depois novos projetos, palestras, conteúdo, parcerias e outras oportunidades.

Nem tudo aconteceu de maneira linear.

Para ele, consistência não significa crescer todos os dias. Significa continuar em movimento mesmo quando os resultados oscilam.

Essa perspectiva também aparece quando os apresentadores compartilham suas próprias experiências e erros. A conversa mostra que empreender envolve testar, errar, recalcular e continuar.

O resultado muitas vezes surge justamente das conexões criadas enquanto o empreendedor permanece ativo.

Feito é melhor que perfeito

Ao responder o que faria diferente se pudesse voltar ao início, Deivyd Barros aponta uma mudança simples: perderia menos tempo planejando e executaria mais.

A experiência mostrou que planejamento é importante, mas existe um momento em que é necessário colocar a ideia em prática.

Executar permite conversar com pessoas, testar hipóteses, cometer erros, aprender e recalcular a rota.

É nesse ponto que a frase usada pelos apresentadores resume uma das principais mensagens do episódio: feito é melhor que perfeito.

Para quem está começando, esperar que tudo esteja pronto pode ser justamente o que impede o primeiro passo.

Empreendedorismo não precisa ser o único caminho

A conversa também questiona uma ideia cada vez mais comum: a de que todo mundo deveria necessariamente empreender.

Para os participantes, existem pessoas com diferentes perfis profissionais. Algumas possuem forte inclinação para empreender; outras preferem construir carreira, executar funções específicas ou buscar estabilidade.

O problema não está em escolher um caminho ou outro.

O verdadeiro conflito aparece quando a pessoa escolhe determinado caminho, mas espera alcançar resultados que pertencem a uma lógica completamente diferente.

Se o objetivo é alcançar determinado nível de renda ou patrimônio, é necessário avaliar se o modelo profissional escolhido oferece condições para chegar lá.

Essa reflexão coloca o empreendedorismo menos como uma obrigação e mais como uma possibilidade entre diferentes trajetórias.

O que começou como projeto virou empresa

A história da Investeens também mostra uma transformação de posicionamento.

Durante um período, Deivyd Barros apresentava a iniciativa como um “projeto de educação financeira”. Até perceber que já existiam clientes pagando por palestras e que havia uma operação capaz de gerar receita.

Foi então que passou a apresentá-la como uma empresa.

A mudança parece apenas semântica, mas representa uma transformação importante na forma como o próprio empreendedor enxerga o negócio.

Quando existe entrega, cliente, receita e uma proposta clara de valor, o projeto começa a assumir características de empresa.

O melhor pode ainda estar por vir

Ao longo do episódio, uma ideia aparece como síntese da trajetória de Deivyd Barros: o melhor pode estar por vir.

Aos 21 anos, ele ainda está no início da jornada, mas já acumulou experiências que começaram na escola pública, passaram pela educação financeira, empreendedorismo, palestras, conteúdo e construção de autoridade.

Sua história também mostra que uma carreira não precisa nascer pronta.

Pode começar com uma curiosidade aos 13 anos, transformar-se em uma conversa com amigos, depois em um grupo de professores, uma palestra, um perfil no Instagram e, finalmente, em uma empresa.

O caminho é construído enquanto se caminha.

A mensagem de Deivyd Barros para quem está começando

No encerramento, Deivyd Barros deixa uma mensagem que resume boa parte da conversa:

“Seja inconformado.”

Para ele, alguma coisa precisa incomodar o suficiente para fazer uma pessoa sair da cadeira, experimentar algo diferente, mudar sua própria trajetória ou impactar a vida de outra pessoa.

Não existe garantia de que a mudança será positiva ou negativa. Mas permanecer em movimento cria a possibilidade de algo novo acontecer.

E talvez essa seja a principal lição do quinto episódio do Café com Experts: conhecimento só começa a ganhar dimensão quando encontra atitude, consistência e disposição para transformar aquilo que se aprendeu em algo útil para outras pessoas.

Café com Experts Ep. 05

No quinto episódio do Café com Experts, Rodrigo Oliveira e Léo Godoy conversam com Deivyd Barros sobre empreendedorismo jovem, educação financeira, construção de autoridade, negócios, audiência, consistência e transformação.

O episódio está disponível no YouTube e no Spotify.

Assistir ao Café com Experts Ep. 05 no YouTube

Redação Contraponto

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