Empréstimo com Garantia de Imóvel: Cenário atual, riscos e oportunidades no Brasil
Crédito com garantia de imóvel: como funciona, riscos, vantagens e o futuro do home equity no Brasil

O avanço do crédito com garantia de imóvel no Brasil
O episódio 230 do ContraPonto trouxe uma aula prática sobre empréstimo com garantia de imóvel (home equity), com a participação de Gustavo Caciatori, diretor de operações do Banco Bari.
O tema ganha cada vez mais relevância em um cenário de juros elevados, endividamento das famílias e necessidade de crédito mais saudável.
O home equity permite que pessoas físicas ou jurídicas utilizem um imóvel já quitado ou parcialmente quitado como garantia para obter crédito com taxas menores e prazos mais longos, geralmente chegando a até 20 anos.
O que é crédito com garantia de imóvel e por que ele cresce tanto?
O crédito com garantia de imóvel é um empréstimo de livre destinação, diferente do financiamento imobiliário tradicional. O imóvel já pertence ao tomador e entra apenas como garantia da operação.
Segundo Gustavo, esse modelo cresce porque resolve três dores principais do mercado:
- Taxas de juros mais baixas em comparação a crédito pessoal e cartão
- Parcelas mais longas, ajustadas ao fluxo de caixa
- Maior segurança para bancos e clientes, devido à garantia real
Esse equilíbrio torna o produto mais sustentável tanto para quem toma quanto para quem concede o crédito.
Para quem o empréstimo com garantia faz mais sentido?
O podcast mostrou que o público do home equity é mais amplo do que muitos imaginam. Os principais perfis são:
- Pessoas físicas que querem trocar dívidas caras por uma mais barata
- Empresários buscando capital de giro ou expansão
- Famílias que usam o crédito para educação, reformas ou reorganização financeira
Um ponto importante destacado foi: não é um crédito para valores muito baixos. Em geral, a operação passa a fazer sentido a partir de cerca de R$ 50 mil, devido aos custos de cartório, avaliação e estruturação.
Os maiores mitos sobre usar o imóvel como garantia:
Um dos grandes insights do episódio foi a quebra de mitos. Muitos brasileiros ainda acreditam que:
- “Imóvel de família nunca pode ser tomado”
- “Banco quer ficar com o imóvel do cliente”
Na prática, o banco não é imobiliária e não lucra retomando bens. A execução só ocorre em último caso. Porém, juridicamente, sim: o imóvel pode ser perdido se o contrato não for honrado.
Por isso, a venda do produto precisa ser consultiva, com clareza total sobre riscos, deveres e responsabilidades.
Como funciona a análise e concessão do crédito?
A concessão do crédito com garantia de imóvel se apoia em três pilares:
- Capacidade financeira do tomador
- Qualidade e liquidez do imóvel
- Segurança jurídica da operação
Imóveis bem localizados tendem a gerar melhores condições de crédito. Já imóveis em regiões de baixa liquidez impactam diretamente taxa, valor liberado e prazo.
Cobrança, inadimplência e execução: o que mudou?
Desde a lei da alienação fiduciária, a execução do imóvel passou a ser extrajudicial, tornando o processo muito mais rápido. Hoje, em casos extremos, a consolidação do imóvel pode ocorrer em cerca de 120 dias.
Mesmo assim, Gustavo reforça:
O foco das instituições é negociar, ajustar parcelas e evitar a retomada, pois o custo operacional para o banco também é alto.
Ferramentas como “pula parcela”, renegociação e carência temporária são cada vez mais comuns.
Conclusão: imóvel parado ou capital inteligente?
O episódio reforça uma mudança cultural importante:
“Sentar em cima do tijolo” já não é a única opção.
Quando bem planejado, o empréstimo com garantia de imóvel pode ser uma ferramenta poderosa para crescimento, reorganização financeira e realização de projetos desde que usado com consciência, estratégia e orientação correta.
Assista ao episódio completo no YouTube
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