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Telemarketing: o setor que mais cresce em trabalho remoto

O modelo de trabalho remoto se consolidou como uma tendência global, mas enquanto muitos setores retornam ao presencial, o telemarketing segue na contramão. Empresas do segmento vêm ampliando suas operações no formato home office devido a benefícios como maior produtividade, redução do turnover e maior satisfação dos colaboradores.

O crescimento do trabalho remoto no telemarketing

Nos Estados Unidos, aproximadamente 70% das empresas já retomaram o modelo presencial, conforme aponta uma pesquisa da consultoria McKinsey. No Brasil, a realidade é semelhante: segundo um estudo realizado pela Swile e pela Leme Consultoria, 66% das empresas adotam modelos presenciais ou híbridos. No entanto, no setor de telesserviços, o home office não apenas se manteve, mas cresceu.

De acordo com a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), cerca de 25% das operações de call center já operam de forma totalmente remota. Gustavo Faria, diretor executivo da ABT, destaca que o setor compreendeu cedo os benefícios do home office, consolidando-o como um modelo de sucesso para colaboradores e empresas.

Empresas apostam no home office

A Konecta é um dos exemplos dessa transformação. Em 2023, apenas 10% das operações da empresa estavam no formato remoto. Em 2024, esse número triplicou, alcançando 30%. Segundo Flávio Simonato, diretor de Recursos Humanos da Konecta, essa mudança tem impacto direto na qualidade de vida dos colaboradores, refletindo-se em maior produtividade e retenção de talentos.

A Teleperformance (TP) também segue essa estratégia. Simone Nunes, Diretora de Capital Humano e Marketing da TP, destaca que, hoje, 40% da equipe da empresa trabalha de forma remota. Segundo ela, a comunicação eficiente e o investimento em tecnologia têm sido essenciais para manter a excelência no atendimento ao cliente mesmo à distância.

Benefícios do telemarketing home office

Os ganhos do modelo remoto são evidentes. Segundo Flávio Simonato, os indicadores de produtividade, satisfação e engajamento dos colaboradores têm apresentado resultados superiores ao formato presencial. Além disso, a taxa de absenteísmo é cerca de 4 pontos percentuais menor, e o turnover reduziu em 6 pontos percentuais.

A assistente de atendimento Thaís Prates, da Konecta, reforça essa visão. Trabalhando remotamente há um ano, ela destaca como o modelo permitiu um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional, contribuindo para sua saúde mental e produtividade. A supervisora Bianca Oliveira, da TP, compartilha uma experiência semelhante, destacando que o home office elimina distrações comuns no ambiente presencial.

Desafios e adaptações do modelo

Apesar dos benefícios, o telemarketing remoto também apresenta desafios. Algumas operações exigem protocolos de segurança que demandam trabalho presencial. No entanto, empresas do setor têm investido fortemente na adaptação de processos, como recrutamento, onboarding e treinamento, para garantir a eficiência do modelo remoto.

Na TP, por exemplo, o processo seletivo e os treinamentos são 100% virtuais, com etapas interativas para engajar os colaboradores. Já a Konecta investiu na estruturação do onboarding para acelerar a curva de aprendizado dos novos funcionários, garantindo resultados comparáveis aos do presencial.

O futuro do telemarketing remoto

O setor de telesserviços se destaca por sua capacidade de inovação e adaptação. O telemarketing home office deve continuar crescendo, impulsionado por avanços tecnológicos e pela busca de maior eficiência operacional. Enquanto outros segmentos retornam ao presencial, as empresas de call center mostram que a flexibilidade do trabalho remoto pode ser um diferencial competitivo e um caminho para um futuro mais produtivo e sustentável.

LEIA TAMBÉM: Home Office se consolida em parte dos call centers do Brasil

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