Open finance atinge 70 milhões de contas e avança para a portabilidade de crédito
A consolidação do open finance no Brasil e os impactos para o sistema financeiro

O open finance já é uma realidade no Brasil e vem transformando a forma como consumidores e instituições financeiras se relacionam com produtos e serviços bancários. Segundo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o sistema atingiu a marca de 70 milhões de contas cadastradas e agora avança para uma nova fase: a portabilidade de crédito, que promete trazer mais autonomia e competitividade para o mercado.
O que é o open finance e por que ele cresce tão rápido
O open finance é a evolução do open banking e permite que os clientes compartilhem seus dados financeiros entre diferentes instituições de forma segura e padronizada. Essa integração possibilita acesso facilitado a produtos como empréstimos, investimentos, seguros e contas digitais, com ofertas mais personalizadas e taxas competitivas.
O crescimento acelerado do sistema reflete a busca dos consumidores por maior controle sobre suas finanças e por melhores condições de crédito. A adesão de 70 milhões de contas indica que os brasileiros estão cada vez mais abertos a um modelo financeiro digital e transparente.
A importância da portabilidade de crédito no open finance
Com a chegada da portabilidade de crédito, o open finance dá um passo importante rumo à democratização do acesso a serviços financeiros. Essa funcionalidade permitirá que os consumidores transfiram seus contratos de crédito para instituições que ofereçam condições mais vantajosas, sem burocracia e com maior segurança.
Para o mercado, isso significa mais concorrência entre bancos, fintechs e cooperativas, forçando o setor a oferecer taxas menores e melhor experiência ao cliente. Já para o consumidor, representa autonomia na escolha e redução de custos.
O impacto do open finance no futuro do sistema financeiro brasileiro
A expansão do open finance e a implementação da portabilidade de crédito devem impulsionar uma revolução no mercado financeiro brasileiro. A tendência é que as instituições invistam cada vez mais em tecnologia, análise de dados e personalização de ofertas para atender a um público mais exigente e conectado.
Além disso, o modelo incentiva a inclusão financeira, permitindo que mais pessoas tenham acesso a produtos e serviços antes restritos a clientes de alta renda. Com isso, o Brasil caminha para um sistema mais competitivo, acessível e transparente.