
Olá amigos leitores!
Gostaria de compartilhar com vocês um pouco da minha visão sobre a onda de negativismo que vem se instalando de forma generalizada, perceptível nas redes sociais, em grupos de WhatsApp e até em conversas pessoais.
Primeiro, acho que vale destacar que não se trata de fechar os olhos para o que está acontecendo no mundo, como também em nosso país. Todos nós precisamos ter compreensão e visão de contexto para entender os problemas e dilemas da vida de uma forma geral.
Todavia, com as milhares de notícias e informações que chegam em velocidade que mal conseguimos absorver adequadamente, muitas pessoas, que já sofriam de certa ansiedade, afloraram os sentimentos mais negativos possíveis, onde tudo, quase sem exceção, é um grande problema.
Política, economia, relacionamento e assuntos do mundo corporativo estão deixando muitas pessoas exauridas mental e fisicamente, onde a reclamação é o principal repertório.
Qual é o maior problema desse tipo de comportamento? Sem perceber, a pessoa negativa deixa de aproveitar a sua potência nos relacionamentos pessoais e profissionais, perdendo, muitas vezes, diversas oportunidades de aumentar a sua rede de conexão.
Mesmo nos momentos mais profundos de aflição e tristeza, adotei comportamentos que me acompanham desde a infância muito difícil e de privações até os dias atuais. Eles me ajudam muito a manter a serenidade necessária e o foco nas minhas tarefas.
O primeiro deles, e sem dúvida, um dos mais importantes na minha concepção: aceitar que a vida sempre foi e sempre será instável. Como muito bem colocado certa vez numa entrevista a uma rede de televisão, a filósofa capixaba Viviane Mosé afirmou que não é possível querer e esperar estabilidade numa vida totalmente instável.
Desse modo, mesmo fazendo o seu melhor, sempre ocorrerá algo inesperado na sua vida em que você não conseguirá ter qualquer tipo de controle da situação. Como pequenos exemplos recentes, podemos lembrar das enchentes do Rio Grande do Sul e das queimadas na Califórnia nos EUA, onde multidões viram a sua conquista de anos irem embora em fração de minutos sem qualquer chance ou poder de reação.
O segundo comportamento que acho imprescindível é de fazer comparações históricas em relação ao mundo que vivemos hoje para ter a certeza do quanto a nossa vida é muito boa e próspera, por mais que não possa parecer para muitos. Sempre que tenho oportunidade, leio e assisto a documentários das grandes guerras que o mundo passou.
Aliás, sob o ponto de vista histórico, a última grande guerra mundial ocorreu há somente 80 anos, onde a humanidade passou pelas situações mais perversas possíveis. Beber um copo com água potável, ter um alimento salubre e poder usar um banheiro para suas necessidades eram desejos intangíveis para milhões de pessoas anos a fio.
Outro comportamento que acredito muito é do princípio do esforço. Aquele que se esforça e tem um propósito de vida bem definido, terá sempre resultados mais consistentes dos que agem de forma desidiosa. Mas para que o esforço seja eficiente, a saúde mental deve estar alinhada com as perspectivas do que é viver a vida na sua plenitude, e não só em momentos de prazer e satisfação pessoal.
O foco na evolução pessoal através do autoconhecimento, sem utilizar o outro como comparação, é também uma ferramenta poderosa contra as decepções. A melhor competição é aquela motivada na superação dos seus próprios limites e objetivos.
Por fim, na minha percepção, aplicando na prática estes comportamentos, você terá mais tranquilidade e resiliência para encarar com sabedoria todos os desafios que possam surgir na sua trajetória, trocando o negativismo por ações mais assertivas e positivas.
Abraços e até a próxima!