Aposentada denuncia invasão bancária após PIX fraudulento e contratação de crédito consignado
Caso em Uberaba acende alerta sobre falhas de segurança digital e o uso de reconhecimento facial por instituições financeiras

Uma aposentada de 61 anos procurou a Polícia Civil em Uberaba, no Triângulo Mineiro, após identificar movimentações financeiras que afirma não ter autorizado em sua conta bancária. Entre as irregularidades apontadas estão transferências via Pix e a contratação de um empréstimo consignado vinculado ao seu benefício previdenciário.
O caso foi registrado no dia 9 de janeiro e se soma a uma série de ocorrências semelhantes que vêm sendo investigadas em diferentes regiões do país, especialmente envolvendo aposentados e pensionistas.
Movimentações não reconhecidas e surpresa no extrato bancário
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou que mantém o aplicativo do banco instalado em seu próprio celular e que não emprestou o aparelho a terceiros. Ao consultar o extrato, percebeu transações realizadas sem sua autorização, o que gerou preocupação imediata e levou à busca por esclarecimentos junto à instituição financeira.
A aposentada afirmou ter sido informada pelo banco de que as operações teriam sido realizadas por meio de reconhecimento facial, método de autenticação considerado seguro, mas que, neste caso, levanta questionamentos sobre possíveis falhas no processo de validação.
As movimentações indevidas teriam ocorrido ao longo do mês de dezembro, período em que o volume de fraudes digitais costuma crescer em razão do aumento das transações financeiras e do uso intensivo de canais digitais.
PIX e crédito consignado ampliam o prejuízo
De acordo com os extratos apresentados, além das transferências via Pix, também foi identificada a contratação de um empréstimo consignado, modalidade cujo valor é descontado diretamente do benefício previdenciário. Esse tipo de operação tem sido frequentemente explorado por criminosos, especialmente quando há linhas de crédito pré-aprovadas ativas na conta da vítima.
Dados do setor financeiro indicam que golpes envolvendo crédito consignado continuam entre os mais recorrentes contra idosos, justamente pela facilidade de contratação e pelo impacto direto na renda mensal do aposentado, que muitas vezes só percebe o problema após o desconto já ter sido realizado.
Registro policial e investigação em andamento
A ocorrência foi registrada como fato ocorrido em via pública, na região do bairro Alfredo Freire, em Uberaba. A Polícia Civil irá apurar como o acesso à conta foi realizado, se houve falha nos mecanismos de segurança do banco e a origem das transações e dos valores transferidos.
O caso reacende o debate sobre a responsabilidade das instituições financeiras em operações realizadas com autenticação biométrica e reconhecimento facial, principalmente quando o cliente nega qualquer tipo de consentimento ou ação que justifique as movimentações.
Crescem os alertas sobre segurança bancária digital
Especialistas em segurança financeira reforçam que o aumento do uso do Pix e de soluções digitais, embora traga agilidade, também exige camadas adicionais de proteção, sobretudo para públicos mais vulneráveis. A recomendação é que clientes monitorem com frequência seus extratos, ativem alertas de movimentação e comuniquem imediatamente qualquer irregularidade ao banco e às autoridades.
A apuração do caso em Uberaba deve ajudar a esclarecer se houve falha tecnológica, ação criminosa externa ou uso indevido de dados, enquanto reforça um alerta cada vez mais urgente sobre a necessidade de proteção no ambiente bancário digital.





