Você se permite ser imperfeita?

Nos primeiros artigos desta série, falamos sobre duas atitudes fundamentais da liderança educadora: escutar com presença e acolher questionamentos e provocações. Em comum, esses pilares convidam a abertura para o outro, para o coletivo, para o novo.
Se quiser rever:
Neste terceiro artigo, seguimos aprofundando esse caminho de abertura. Mas agora, voltando o olhar para dentro: a coragem de demonstrar vulnerabilidade.
Durante muito tempo, nos ensinaram que liderar era ter todas as respostas. Ser exemplo de força. Mostrar segurança constante. Mas a verdade é que ninguém confia de verdade em quem parece inatingível. Porque o que conecta não é a perfeição, é a presença.
Vulnerabilidade não é descontrole. É verdade.
É poder dizer “não sei”, “errei”, “preciso de ajuda”, sem medo de parecer fraca, despreparada ou menos líder por isso. E é justamente quando fazemos isso com consciência e honestidade que abrimos espaço para que o outro também se mostre.
💬 Houve um momento em que precisei interromper uma reunião com meu time e dizer, com toda honestidade: “Hoje não estou bem. Estou cansada, sobrecarregada e preciso de um tempo para pensar com mais clareza antes de seguir.”
Naquele instante, despir-me da postura de “dar conta de tudo” foi difícil. Mas o que recebi de volta foi cuidado, apoio e maturidade coletiva. A liderança seguiu mais verdadeira, mais leve e mais conectada.
Liderança educadora não é sobre perfeição. É sobre presença real, com verdade e abertura.
Como bem diz Brené Brown, no livro A Coragem de Ser Imperfeito:
“Vulnerabilidade é o berço da inovação, da criatividade e da mudança.”
A verdade é que todos somos, e seguiremos sendo, perfeitamente imperfeitos. E está tudo bem. O que importa é liderar com consciência, coragem e humanidade.
E você? Tem se permitido ser imperfeita e, ainda assim, ser uma grande líder?






