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A verdade sobre canais digitais: Mais que tecnologia, é estratégia!

Não! Este artigo não vai te ensinar a usar um canal digital, nem oferecer uma fórmula mágica para digitalizar sua operação em sete passos.

O objetivo aqui é provocar reflexões que ajudem você a surfar na onda da transformação digital.

O cliente mudou! Essa afirmação não é apenas um slogan. Ela é respaldada por pesquisas e confirmada por profissionais que atuam no atendimento ao cliente, seja no SAC, Vendas ou Cobrança.

Vamos aos números: segundo a pesquisa TIC Domicílios 2023, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, 84% dos lares brasileiros têm acesso à internet, o que representa 156 milhões de usuários. Na classe C, esse percentual sobe para 88%, enquanto nas classes DE chega a 69%. Mais importante ainda, 61% dos acessos da classe C ocorrem exclusivamente via celular, e nas classes DE essa exclusividade atinge 87%. Além disso, a Anatel atualizou, em 08/08/2024, que o Brasil conta com 261,2 milhões de linhas móveis ativas. Para completar, o portal Electronics Hub revela que os brasileiros passam, em média, 9 horas e 13 minutos por dia conectados à internet.

Esses dados nos levam a algumas conclusões fundamentais:

  1. Nossos clientes estão cada vez mais conectados.
  2. Os usuários buscam mais informações online.
  3. O uso de redes sociais é frequente e essencial.
  4. O cliente que nos interessa está na internet, e grande parte usa o celular.
  5. Apesar do alto número de linhas móveis, os clientes estão falando menos.

No artigo anterior, comentei brevemente sobre os diferentes tipos de canais de contato, sob a perspectiva da experiência do cliente: canais invasivos, que exigem uma interação imediata e transmitem senso de urgência, e canais menos invasivos, que permitem ao devedor responder no seu próprio tempo. Já refletiu sobre como esses conceitos se aplicam à sua operação? Ou as ações ainda são determinadas apenas pela relação entre carteira e orçamento, focando no menor custo?

Empresas de cobrança tendem a operar esses canais como complemento à telefonia, sobrepondo ações. Qual o efeito prático disso? Não é possível mensurar a origem dos resultados nem calcular o custo por real recuperado ou faturado. Em outras palavras, isso pode levar a gastos excessivos e impacto negativo no desempenho da carteira.

Agora, vamos a duas perguntas clássicas:

Qual o melhor canal de contato com seu cliente?

É provável que você responda: aquele que concentra o maior volume de atendimentos ou negócios. Faz sentido, se você estimula um canal, como um 0800 ou uma discadora, é natural que ele se destaque. Mas, será que o resultado será o mesmo se você realizar testes A/B por canal, com personas ou segmentações? Faça o teste. Você pode se surpreender.

Qual é o canal mais barato?

Não se trata daquele cujo custo unitário é próximo de zero. O canal mais econômico é aquele que oferece o melhor custo-benefício, porque normalmente são necessárias várias ações para converter. Portanto, analisar o custo por canal, levando em conta as personas ou segmentos, pode trazer uma nova perspectiva. Um dos insights mais valiosos é descobrir o perfil que melhor rentabiliza.

Para fechar, tenho uma pergunta para você: O uso de canais digitais torna sua operação digital? Lamento informar, mas não. Uma operação verdadeiramente digital vai além dos canais.

Mas esse é um tema para a próxima semana 😉

Boa semana e até lá!

Jonathan Jandrey Borges

CEO do ClubedeMídia, uma das maiores agências de comunicação do Rio Grande do Sul que atende todas as demandas de marketing com visão 360º de comunicação, focando no resultado de clientes de todos os tamanhos de empresas em todo o país. Palestrante em diversos eventos nacionais, sempre apresentando insights importanets sobre comunicação, marketing e vendas.

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