Informação Estruturada, não apenas Dados: Seria esse o ativo que realmente moverá a Análise de Riscos de Crédito e Fraudes em 2026?
Por que transformar dados não tradicionais em informação estruturada será decisivo para decisões de crédito, risco e fraude mais rápidas e precisas

No meu último artigo falei da importância e relevância de se trabalhar com “dados não tradicionais” nas esteiras do Crédito, Riscos e Fraudes, agora, daremos um salto no qual a abordagem está em como trabalhamos este mesmo dado não tradicional transformando-o em “Informação Estruturada” para a melhor, mais rápida e fundamentada “tomada de decisão”.
Vivemos um momento singular no mercado de Crédito, Riscos e Fraudes, a economia global ainda recupera seu ritmo pós-pandemia, a inflação manteve volatilidade em diversos setores, e os ciclos de crédito tornaram-se mais curtos exigindo decisões ágeis, porém extremamente precisas. Com isso, empresas que dependem de análise de crédito e modelos preditivos enfrentam um desafio crítico de como transformar volumes massivos de dados em informação que realmente alimente decisões de alto impacto.
Em 2026, essa questão não é mais retórica. Ela define competitividade, resiliência e, muitas vezes, sobrevivência no mercado.
Dados são ingredientes, mas a Informação é o prato pronto
A tecnologia que coleta os dados é apenas o ponto de partida, qualquer que seja o sistema adotado (Motores e afins), e o objetivo é saber o que fazer e o que decidir com toda essa informação.
Mas dados por si só não são decisórios, ou seja, são apenas a matéria-prima.
Informação é aquilo que emerge quando você:
- Agrega dados a um contexto de negócio
- Relaciona múltiplas fontes com propósito
- Converte sinais discretos em padrões acionáveis
- Transforma eventos sujos em insights limpos
Tecnologia sem método que promove essa transformação pode até “mostrar dados”, mas não gera inteligência para decisões de Crédito e Risco.
Por que Informação é mais valiosa do que dados em 2026?
Em 2026, alguns fatores aumentarão a exigência por informação, não dados:
- Velocidade de decisão: Ciclos de crédito cada vez mais curtos exigem respostas em tempo real ou quase real time.
- Custos operacionais sob pressão: Acesso à tecnologia já não é diferencial, custo competitivo é.
- Complexidade de risco: Inúmeros fatores econômicos e sociais impactam as análises tornando os sinais de risco e fraude mais sutis.
Ambiente regulatório rigoroso: Regulação como a resolução 4966 obrigou instituições a explicarem decisões com clareza e auditabilidade, e dados brutos não bastam para isso.
Fazendo a diferença: Informação Estruturada com contexto de mercado
Executivos das áreas de Crédito e Riscos sabem que dois modelos podem receber a mesma massa de dados e produzir resultados bem distintos:
Modelo A (baseado em dados brutos):
- Alimenta dashboards e relatórios históricos
- Mostra tendências gerais de inadimplência
- Pode gerar alertas de fraude baseados em regras
Modelo B (baseado em informação):
- Entrega insights contextualizados com indicadores Judiciais (Conduta e Comportamento de clientes PF e PJ), indicadores Econômicos e demais
- Pondera variação de comportamento de clientes à luz de fatores externos (setoriais, macroeconômicos, geográficos)
- Equilibra probabilidade de risco e custo do capital com a lógica de negócio
- Produz sinais Preditivos, não apenas Descritivos
O Modelo B responde à pergunta que de fato importa para quem concede crédito ou atua em prevenção à fraude:
“Esse cliente, nessa situação econômica, com esse histórico de relacionamento com o mercado e comportamental, representa que nível de risco real e qual ação devemos tomar agora?”
Cinco elementos que transformam dados em Informação de valor
Uma infraestrutura analítica robusta precisa entregar:
1) Custo competitivo
Ter acesso à informação não pode ser um luxo, deve ser sustentável e justo para modelos operacionais em todos os credores, independentemente do segmento.
2) Completude
- Informação útil:
- Entrega a informação completa
- Combina dados tradicionais de crédito com Dados alternativos
- Cruza histórico de comportamento com sinais de risco latente
- Envolve métricas macroeconômicas
- Contempla dados comportamentais e contextuais
3) Velocidade
Decisão de crédito em 2026 é uma corrida contra o tempo. Informação útil deve chegar antes do momento da decisão, não depois.
4) Atualização contínua
Modelos de Risco e Fraude dependem de ambientes em constante mudança, o que funcionou na semana passada pode não funcionar amanhã, e nenhuma base de dados estática resolve isso.
5) Capital intelectual
Tecnologia sozinha não gera informação. A interpretação correta, a modelagem contextualizada e a definição de regras e workflows exigem experiência de mercado, expertise essa que muitas vezes não está dentro das próprias instituições, mas sim em seus Parceiros/Fornecedores de Dados e Tecnologia.
Parcerias estratégicas: Mais do que fornecedores, eles são coautores da sua inteligência
Neste novo ambiente competitivo, a visão de que “dados são a mercadoria” já perdeu força. O que realmente importa hoje é:
Ter parceiros que entendem profundamente o mercado de Crédito, Risco e Fraudes e que sabem estruturar essa base de dados em informação robusta, contextualizada, estruturada e integrada ao seu negócio.
Não se trata apenas de tecnologia, mas de:
- Metodologia de modelagem
- Governança de dados
- Integração com políticas de risco
- Métricas de comportamento preditivo
- Capacidade de adaptação ao ciclo econômico
E a parceria, mais do que comprar tecnologia, é co-desenvolver lógica, contexto e valor.
Tudo isso é muito importante, mas de nada adiantará se os pontos abaixo não forem entendidos e executados
- A Informação Estruturada precisa ser “Personalizável”
- Não adianta, por exemplo, entregar informação estruturada voltada à indústria e tentar usar no mercado financeiro
- Não adianta entregar informação estruturada para um produto Com Garantia e ser usada em um produto Sem Garantia
Hiperpersonalização de Oferta precisa de Hiperpersonalização na Análise
Faz sentido para você…?
Conclusão: Informação é o novo capital analítico
Em 2026, seja por meio da tecnologia A ou B, o diferencial está em:
- Informação estruturada e pronta para ação
- Custo competitivo de acesso e processamento
- Atualização contínua baseada em dados dinâmicos
- Capital intelectual aplicável ao contexto real de mercado
- Parcerias que alinham velocidade, precisão e estratégia
Quem ainda pensa que basta ter “muitos dados” ou “grandes volumes em um data lake” está um passo atrás.
A vantagem competitiva hoje é ter informação que impulsiona decisões melhores, mais rápidas e mais lucrativas.
Executivos de Crédito, Risco e Fraude que dominarem esse conceito em suas áreas estarão em posição de liderar com vantagem. Irão não apenas responder às mudanças do mercado, mas antecipá-las.
Espero que tenham gostado e até o próximo artigo…
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