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Crédito consignado para CLT libera R$ 1,28 bilhão em 7 dias

O novo modelo de crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada, chamado de Crédito do Trabalhador, já movimentou R$ 1,28 bilhão em apenas sete dias de operação. O alto volume de concessões revela a grande demanda dos assalariados por alternativas de crédito com taxas mais acessíveis.

O impacto do novo consignado na economia

De acordo com dados da Dataprev, repassados ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), entre 6h da última sexta-feira e 17h da quinta-feira seguinte, foram firmados 193.744 contratos, com um valor médio de R$ 6.623,48 por trabalhador. A média das parcelas ficou em R$ 347,23, com prazo médio de 19 meses.

O número impressiona, especialmente considerando que mais de 11,6 milhões de solicitações já foram registradas desde o lançamento da linha de crédito. Com 47 milhões de trabalhadores assalariados no Brasil e 68 milhões de pessoas com a Carteira de Trabalho Digital, a expectativa do governo é de que, nos próximos quatro anos, 25 milhões de pessoas sejam incluídas no consignado privado.

Por que a procura pelo Crédito do Trabalhador é tão alta?

A grande adesão ao novo crédito consignado se deve a diversos fatores:

  • Juros mais baixos: Por ser descontado diretamente na folha de pagamento, o risco de inadimplência é reduzido, permitindo taxas menores.
  • Alternativa ao crédito caro: Muitos trabalhadores estão trocando modalidades com juros mais altos, como o rotativo do cartão de crédito, pelo consignado.
  • Facilidade de acesso: A solicitação pode ser feita diretamente pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.
  • Opção de garantia: O trabalhador pode oferecer 10% do FGTS ou 100% da multa rescisória como garantia, aumentando as chances de aprovação.

Como funciona o novo crédito consignado para CLT?

A nova modalidade de crédito foi desenvolvida para atender trabalhadores com carteira assinada, incluindo MEIs assalariados. Veja os principais pontos:

  • Processo 100% digital: O trabalhador autoriza, via aplicativo, que bancos consultem suas informações para oferecer propostas.
  • Ofertas em 24 horas: Após a solicitação, as instituições financeiras enviam suas condições.
  • Margem consignável de 35%: O valor da parcela não pode ultrapassar esse percentual do salário.
  • Portabilidade de crédito: O trabalhador pode transferir um empréstimo já contratado para outro banco que ofereça juros menores.
  • Prazo de arrependimento: Se mudar de ideia, o cliente tem 7 dias corridos para devolver o dinheiro sem custos.

O que acontece em caso de demissão?

Se o trabalhador for desligado, o desconto será aplicado nas verbas rescisórias, respeitando o limite legal. Caso a rescisão não seja suficiente para quitar a dívida, o pagamento passa a ser feito diretamente ao banco.

O futuro do Crédito Consignado para CLT

O volume expressivo de solicitações mostra que a linha de crédito veio para ficar. Com a adesão de mais instituições financeiras, espera-se que as taxas fiquem ainda mais competitivas, beneficiando milhões de trabalhadores.

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